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terça-feira, 8 de setembro de 2020

O terrorista da esquerda, Cesare Battisti anuncia greve de fome em prisão da Itália

 

O ex-terrorista italiano de esquerda, Cesare Battisti, 65 anos, iniciou uma greve de fome na cadeia para protestar contra o regime de isolamento diurno ao qual está submetido desde o início de 2019. Condenado por quatro homicídios cometidos na década de 1970, Battisti cumpre pena de prisão perpétua em uma penitenciária na ilha da Sardenha desde que foi entregue pela Bolívia às autoridades italianas, em janeiro do ano passado.   

“Tendo exaurido todos os meios para fazer valerem os meus direitos, me encontro obrigado a recorrer à greve de fome total e à rejeição de tratamentos”, afirma o ex-terrorista confesso em uma carta divulgada por seu advogado, Davide Steccanella. 

A defesa de Battisti alega que o isolamento diurno estava previsto para durar apenas de seis meses. Desde que voltou à cadeia depois de cerca de 40 anos de fuga, o italiano já entrou na Justiça para tentar diminuir sua pena, pediu prisão domiciliar por causa da pandemia do novo coronavírus e reclamou da comida no cárcere.   

Em sua carta, Battisti diz que todas as suas solicitações foram sempre “obstinadamente negadas”. “A Cesare Battisti, não é sequer permitido se surpreender se, no seu caso, algumas leis forem suspensas. É o que me foi passado, sem meios-termos, por diferentes autoridades”, acrescenta o ex-terrorista.

Além do “isolamento forçado”, o italiano também reclama de “atendimento médico insuficiente” e da “retenção arbitrária de textos literários”. Battisti cobra sua transferência para um centro de detenção que “facilite suas relações com a família” e as “conexões profissionais voltadas à sua reinserção” na sociedade.   

“Peço também que seja revista minha classificação no regime de alta segurança para terroristas, já que não existem mais as condições de risco que a justifiquem”, conclui.   

Já o advogado Steccanella afirma, em um pedido enviado recentemente às autoridades penitenciárias, que os “mínimos direitos humanos do detento” devem ser garantidos “até para Cesare Battisti”, para que a “legítima execução de uma pena não assuma os contornos de um vingativo sepultamento tardio de um indivíduo 40 anos após os fatos cometidos”.   

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