Lisandra Souto está preparadíssima para voltar a ser chamada de Vitória Venturini.
Não que ao longo da carreira de mais de 30 anos (com alguns hiatos) alguém tenha deixado de lembrar de uma de suas personagens mais marcantes. Mas com a entrada de “Meu bem, meu mal” no Globoplay, a tendência é que seja mais mais constante.
“Acho engraçado como ainda se lembram da personagem. Vira e mexe, alguém me encontra e comenta sobre o trabalho, me chamando de Vitoria. E olha que fiz coisa a beça depois”, diz.
Antes de estrear no horário nobre, aos 15 anos, a atriz, hoje com 45, tinha feito sucesso às 18h, com “Gente fina”, como Kika.
Ela teria férias logo depois, mas Paulo Ubiranten, diretor de núcleo na época, “puxou” Lisandra. “Eu teria um período de folga logo depois e ainda gravava quando o Paulo me levou para o elenco principal de ‘Meu bem, meu mal’. Já emendei um no outro e foi ótimo”, recorda a atriz.
Paulo foi uma espécie de mentor de Lisandra enquanto esteve vivo e a dirigiu dezenas de vezes, desde que a conheceu na gravação de um comercial.
“Tinha três textos e o Paulo estava com muita pressa para pegar uma ponte aérea porque a filha dele estava nascendo. E a produção não tinha me mandado os textos para decorar. Ele decidiu remarcar. Aí, eu falei para ele: 'se eu decorar todos, você grava e dá tempo de viajar?'.
Paulo me olhou descrente. Mas consegui e ele disse que um dia me levaria para fazer novela na Globo”, conta.
Paulo Ubiratan cumpriu a promessa e levou a menina confiante para a televisão. Lisandra se lembra com carinho dos bastidores de “Meu bem, meu mal”.
Principalmente do amigo Guilherme Karan. “Nossa, ele era um ser humano muito generoso, gentil, um amigo e tanto. As relações nos bastidores antigamente eram mais humanizadas, eu acho.
Não tinha a velocidade de agora, formávamos famílias em nossos núcleos”, avalia a atriz, sobre o ator, morto em 2016, após anos internado com uma doença degenerativa: “Todo ano, no aniversário dele, eu e a Silvia Pfeifer (que fez a mãe de Vitória Venturini na trama) mandávamos flores para ele.
Em determinado ponto da doença, o Karan não quis mais receber visitas. Uma das poucas pesaoas que ele aceitava receber era Gloria Perez. E ela levava uns vídeos da gente para ele, que faz muita falta”.
Quando fez a novela, Lisandra não fazia a menor ideia de como sua vida mudaria dali uns anos. Ela fez algumas novelas depois, mas em 1996 decidiu dar um tempo para viver o casamento com o ex-jogador de vôlei, Tande, e a maternidade. Com ele, a atriz teve Yasmin, de 20 anos, e Yago, de 17.
por extra.globo

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