Os sindicatos brasileiros perderam 951 mil filiados só no ano de 2019, primeiro ano do governo
Jair Bolsonaro.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A queda é significativa e agora apenas 11,2% dos trabalhadores estão contribuindo
com a manutenção de seus sindicatos. Isto equivale a 10,6 milhões de trabalhadores filiados. Em 2018 esta taxa
era de 12,5% e havia cerca de 11,5 milhões de filiados em todo o país.
A diferença entra 2018 e 2019 é importante e mais da metade delas, 531 mil, trabalhavam no
grupamento “administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais”.
A taxa de sindicalizados do setor público também caiu de 25,7% para 22,5%.
A queda na sindicalização está diretamente relacionada à reforma trabalhista aprovada em 2017,
que desobriga a contribuição sindical anual, afetando sobretudo os celetistas. Ainda assim,
é possível dizer que a reforma atingiu também os servidores públicos.
– Num primeiro momento, as atividades com mais contratos celetistas tiveram maiores quedas em 2018,
porém a perda nos recursos e capacidade de organização e mobilização das centrais sindicais
pode, também, ter afetado o setor público – apontou a analista do IBGE Adriana Beringuy.
Outro fator que contribuiu para esta queda foram as aposentadorias. Ainda antes da reforma da
Previdência, muitos servidores optaram por adiantar o processo para que não fossem incluídos na nova regra.
– No primeiro semestre, houve mais pedidos de aposentadoria no setor público do que em todo
o ano de 2018. Os servidores mais antigos costumam ser associados a sindicatos, e suas aposentadorias
representaram uma queda na taxa de sindicalização – afirmou.

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