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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Cristina Kirchner processa Google por aparecer como ‘ladra da nação’ em site de buscas

A ex-presidente e atual vice da Argentina, Cristina Kirchner
 Entrou com uma ação contra o Google por difamação ao aparecer como "ladra da nação argentina" no site de busca. A ex-mandatária anunciou a decisão em sua conta no Twitter, nesta quinta-feira.

"Hoje apresentei uma ação judicial para pedir a perícia informática urgente contra o Google, que servirá como prova em um processo", escreveu Kirchner.

Segundo a imprensa local, o estopim para ação aconteceu no dia 17 de maio, quando a vice-presidente argentina apareceu, durante uma busca no Google, sob a legenda "ladra da nação" no lugar que deveria estar o cargo em que ocupa atualmente.

"Quando mentiras e difamação são disparadas de plataformas maciças, sua circulação não tem limites, não pode ser interrompida e os danos que causam aos difamados parecem incalculáveis", disse Kirchner, que presidiu a Argentina em dois períodos sucessivos entre 2007 e 2015.

Os advogados da vice-presidente pediram detalhes do horário em que a publicação esteve ativa, número de visualizações e interações, se houver. Na ação judicial, um dos argumentos usados pela acusação foi que "o alcance do Google no mundo é imensurável, de modo que o dano que gerou desta vez é, sobretudo, difícil de calcular sem os resultados da perícia".

"A ação judicial também visa levantar uma questão complexa e profunda, típica da época: 'Existe algum tipo de defesa para pessoas que são vítimas desse tipo de ação perpetradas por uma gigante da tecnologia como o Google?'", questionou Kirchner no Twitter.

A ação judicial também alegou que a legenda em questão apareceu na própria plataforma do Google "sem se referir ao site de terceiros, mas sob sua única órbita e responsabilidade".

Kirchner, de 67 anos, enfrenta acusações em nove casos que estão em andamento desde que ela deixou a Presidência da Argentina; algumas das denúncias são de suposta corrupção.

Kirchner alega que as acusações foram motivadas por uma perseguição político-judicial durante o governo de Mauricio Macri (2015-2019) e pela inimizade pessoal com o ex-juiz Claudio Bonadio, que levou a maioria dos casos até sua morte por câncer, em fevereiro.

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