A médica imunologista e oncologista Nise Yamaguchi afirmou ter sido afastada do hospital Albert Einstein, onde trabalhava, por defender o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19.A médica concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Roberto Cabrini nesta sexta-feira (10) e relatou mais detalhes da suspensão.
"Recebi uma ligação hoje do diretor clínico do hospital de que, a partir deste momento, não poderia estar mais atendendo pacientes", afirmou Nise Yamaguchi. De acordo com a médica, a direção do Albert Eistein acredita que o posicionamento a favor do uso da hidroxicloroquina "denigre o hospital".
"Não falo pelo hospital. Estou lá pelos pacientes", diz a médica, que fala também da sua convicção a respeito do tratamento. "Faço a defesa da hidroxicloroquina porque tenho a certeza que ela cura os pacientes nas etapas iniciais".
Nise afirmou também que sua fala comparando o medo do uso da hidroxicloroquina com o nazismo foi uma das justificativas dadas pelo hospital para sua suspensão.
"Eles [direção do hospital] se referiram também a uma fala que eu teria dito na semana passada, que foi interpretada de uma forma errônea. Eu falei que existia uma situação muito grave no mundo com o pânico que foi instalado, com o medo que levava as pessoas a ficarem reféns de seus algozes", explicou.
Questionada sobre a relação entre medo, nazismo e uso de hidroxicloroquina, Nise disse que: "Todo mundo fala que não tem cura, que não tem tratamento, que você vai morrer. Toda noite tem uma série de campanhas pra pessoa ficar cada vez mais amedrontada e achar que vai entrar em um aparelho de respiração imediatamente. Eu estou dizendo para o público que existe tratamento, sim. Principalmente na fase precoce, que se a pessoa se tratar na fase inicial, ela não vai ter a fase grave", finalizou.
Cabrini pergunta: "O tratamento com a hidroxicloroquina não possui sua eficácia comprovada." E questionada sobre manter um posicionamento contrário ao da maioria da comunidade científica, Nise afirma não saber se este é, de fato, um consenso. "Não acredito que a comunidade inteira pense assim", diz a médica. Ela ainda afirma que há uma "grande maioria silenciosa" que defende o uso do medicamento.

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