Na tarde de quinta-feira (25/6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou o professor Carlos Decotelli como o novo ministro da Educação.A escolha representa uma mudança brusca no tabuleiro de xadrez político do governo Bolsonaro: o grupo ideológico ligado ao filósofo Olavo de Carvalho perde espaço, em favor de um indicado pela ala “moderada” dos militares do Palácio do Planalto.
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Presidente Jair Bolsonaro ao lado do novo ministro daEducação, Carlos DecotelliMarcos Corrêa/PR - 25.06.2020 |
Com a saída do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, exonerado oficialmente do cargo no sábado (20/6), os “olavistas” perdem o controle sobre uma das principais pastas do governo e sobre um orçamento de autorizado de R$ 141,8 bilhões para 2020.
A outra pasta ainda sobre o comando deste grupo é a de Relações Exteriores, com Ernesto Araújo — apesar de importante, o Itamaraty tem pouco mais de R$ 4 bilhões no Orçamento deste ano.
A escolha de Bolsonaro para a Educação, anunciada via redes sociais, pegou de surpresa a cúpula atual do MEC: a possibilidade de escolha de Decotelli era ignorada na pasta.

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