O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a expulsão da embaixadora da União Europeia (UE) no país
Isabel Brilhante Pedrosa, que é portuguesa. Isso aconteceu horas depois do bloco europeu impor sanções a membros do regime, inclusive Maduro.
“Quem são eles para sancionar, para se tentarem impor com a ameaça? Quem são? Basta! É por isso que decidi dar à embaixadora da UE em Caracas 72 horas para deixar o nosso país e exigir respeito da UE”, afirmou Nicolás Maduro em um pronunciamento na televisão.
“Basta do colonialismo europeu contra a Venezuela, da perseguição contra a Venezuela”, concluiu o ditador.
Os funcionários do regime que sofreram sanções foram acusados pela UE de “atuar contra o funcionamento democrático da Assembleia Nacional e de violar a imunidade parlamentar”, inclusive do líder opositor Juan Guaidó.
Os que sofreram as sanções estão proibidos de entrar em território europeus e tiveram ativos que estão na Europa congelados, informa o jornal português Expresso.
Isabel Brilhante Pedrosa
A embaixadora da União Europeia na Venezuela assumiu o cargo em fevereiro de 2018. A cerimônia em que ela entregou as credenciais para Maduro, conforme o protocolo, foi transmitida pela televisão estatal.
Isabel foi cônsul-geral de Portugal em Caracas entre 2008 e 2011. Na época, a Venezuela, então comandada por Hugo Chávez, teve ótimas relações com o então primeiro-ministro português, o socialista José Sócrates.
Ele chegou a ser preso acusado de corrupção, fraude fiscal e lavagem de dinheiro.
Atualmente, Portugal, assim como grande parte dos países europeus, não reconhecem o ditador Nicolás Maduro como o líder legítimo da Venezuela.
Como mais de 60 países no mundo, incluindo o Brasil, o governo português desse modo reconhece o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como o presidente legítimo da Venezuela.

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