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sexta-feira, 5 de junho de 2020

A Coreia do Norte ameaçou nesta quinta-feira 4 romper o acordo militar com a Coreia do Sul

Coreia do Norte ameaça romper acordo militar com o Sul

Refugiados e ativistas lançam através da fronteira balões com panfletos que acusam o líder norte-coreano de violar os direitos humanos

A Coreia do Norte ameaçou nesta quinta-feira 4 romper o acordo militar com a Coreia do Sul e fechar o escritório de ligação entre os países, caso Seul não impeça que os ativistas enviem panfletos para o outro lado da fronteira. A ameaça foi feita pela influente irmã mais nova do dirigente norte-coreano Kim Jong Un.

As relações entre as Coreias esfriaram, apesar das três reuniões celebradas em 2018 entre Kim e o presidente sul-coreano Moon Jae-in.

Refugiados norte-coreanos e ativistas lançam através da fronteira balões com panfletos que acusam o líder norte-coreano de violar os direitos humanos e denunciam sua política nuclear.

“As autoridades sul-coreanas pagarão um preço elevado caso permitam que esta situação continue enquanto apresentam todo tipo de desculpas”, afirmou Kim Yo Jong em um comunicado publicado pela agência estatal KCNA.
A IRMÃ MAIS NOVA DO DIRIGENTE NORTE-COREANO KIM JONG UN. FOTO: AFP
Ela chamou os fugitivos do país de “podridão humana” e “cães bastardos podres” que traíram sua pátria e afirmou que “é o momento para que seus proprietários prestem contas”, em referência ao governo sul-coreano. Ameaçou fechar o escritório de ligação na fronteira e romper o acordo militar assinado durante a visita de Moon a Pyongyang em 2018, cujo objetivo era aliviar as tensões na fronteira.

A maior parte dos acordos anunciados durante o encontro não foi aplicada e a Coreia do Norte prosseguiu com dezenas de testes militares. As atividades do escritório de ligação foram suspensas devido à pandemia de coronavírus.

Kim Yo Jong também ameaçou acabar em definitivo com os projetos econômicos entre as nações, em particular os do parque parque industrial intercoreano de Kaesong e as visitas ao Monte Kumgang. As duas atividades, lucrativas para Pyongyang, estão suspensas há alguns anos pelas sanções impostas à Coreia do Norte por seus programas de mísseis nucleares e balísticos proibidos.

Pyongyang encerrou em grande medida com as relações com Seul após o fracasso da reunião de cúpula de Hanói entre Kim e o presidente americano Donald Trump em fevereiro de 2019.  Desde então, as negociações entre Washington e Pyongyang sobre os programas de mísseis nucleares e balísticos da Coreia do Norte estão paralisadas.

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